quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Xô, piolho!

O bichinho do "coça,coça" também gosta de quem lava o cabelo todo dia.



Hummm, percebeu que seu filho(a) não para de esfregar a cabeça? Esse é um gesto comum de quem pode estar sofrendo com pediculose, doença provocada pela infestação do insetoPediculus humanus capitis o famoso piolho. Ele se alimenta do sangue do couro cabeludo e atinge preferencialmente crianças em fase escolar. Segundo Gennaro Preite, consultor técnico da condor, ao contrário do que se pensa, o bichinho aparece em fios cheirosos e saudáveis independentemente da classe social e idade. " Ele gosta de cabeça limpa. Portanto, quem lava os cabelos diariamente também corre o risco de ser afetado pelo problema."

O piolho vive entre 30 a 45 dias, não tem asas nem pernas adaptadas para o salto. A transmissão ocorre pelo vento, já que ele é facilmente ' carregado". Outra forma de contágio é o contato direto, como abraços e convivência em ambientes pequenos. Por esse motivo, há alta incidência em crianças que brincam e compartilham objetos. O que fazer? Apostar na "receita da vovó", usando um pente fino. " Deve-se lavar os fios com o xampu normal ou especial e passar, durante o balho e várias vezes ao dia, o pente nos cabelos."

Fonte: Guia Prático para professoress de Educação Infantil/ abril 2009

Morder é uma forma de expressão, uma fase passageira. Mas exige, desde a primeira vez, a ação dos pais.

Quando você menos espera, nhac! Seu anjinho ainda está mamando e já ataca seu peito sem piedade, com uma mordida daquelas, experimentando o uso e a força dos primeiros dentinhos. Você pode não ter se dado conta, mas os dentes são o primeiro recurso que a criança ganha e que pode ser usado para intervir no ambiente, para mostrar aos outros que ela tem presença ativa. As mordidas podem começar assim.

Depois, seu filho morde os brinquedos, como uma forma de exploração. Mais crescido, porém, pode usar a mordida para expressar descontentamento, fazendo vítimas entre os amiguinhos, os avós ou até mesmo a babá e a professora. “Por não articular bem as palavras, a criança dessa idade exprime-se por meio do corpo e dos gestos. Para ela, morder é uma forma natural de mostrar ao outro que está com raiva”, afirma a psiquiatra Lidia Strauss, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O que fazer

As mordidas são uma fase passageira. No entanto, mesmo que pareçam de brincadeira e não machuquem ninguém, não devem, jamais, ganhar aprovação. Caso contrário, a criança pode pensar que o que fez é bom. Palavras como “dói” e “não pode” são a melhor reação para orientar a criança a não morder. Segundo a psiquiatra Lidia, alongar as explicações não adianta, porque o filho dessa idade não entende. “Aos poucos, ele aprende a reconhecer os sinais dos pais que indicam o que não deve fazer.”

Mordidas demais

Com o tempo, também, a criança aprende outras formas de se expressar e deixa as mordidas de lado. Se isso não acontecer a partir dos 3 ou 4 anos, e seu filho continuar a usar a mordida para aliviar tensões, é melhor ficar atenta. “Toda criança pode se alterar momentaneamente, por exemplo, numa brincadeira. Mas mordidas demais sinalizam agressividade sem controle”, diz Lidia. Se a ação se repetir com freqüência, a médica aconselha a procurar a ajuda de um profissional. Seu filho morde porque...está insatisfeito e quer mostrar isso; quer demonstrar força e ver a reação que provoca; não tem vocabulário suficiente para se expressar. Você deve conter tal comportamento sempre, impedindo que ele morda; dizer a ele que isso pode machucar as pessoas; procurar orientação se as mordidas se tornarem rotina.

Agressor e agredido
Os pais dos mordedores costumam ser mais relaxados do que aqueles que enxergam no corpo do filho dentadas alheias, segundo a pediatra Sandra. Se você está entre o grupo dos filhos mordidos, também relaxe. Quando a criança começa a viver em grupo, acaba descobrindo como se defender e se impor entre os coleguinhas. E uma hora ela vai avisar ao amigo mordedor que não gostou e não quer ser mordida de novo. Nunca incentive seu filho a revidar. "Os pais jamais devem estimular a agressão".

Fonte- Revista Crescer