domingo, 18 de setembro de 2011







No dia 23 de setembro temos a chegada da primavera no hemisfério sul, denominada Primavera Austral, estação do ano que se estende até o dia 21 de dezembro, com a chegada do verão. No Brasil, também é conhecida como a estação das flores.

No hemisfério norte a estação recebe o nome de Primavera Boreal, acontecendo entre 20 de março e 21 de junho.

A distribuição das estações do ano é ocasionada devido ao eixo de rotação da Terra, que se inclina em relação ao sol.

No período da primavera, a natureza fica mais colorida e bela em virtude do acasalamento das espécies vegetais e animais.

A característica mais marcante da primavera é o aparecimento das flores, em espécies e quantidades variadas e abundantes.

Em cada esquina pode-se perceber a presença da estação, devido às belezas da flora.

Nesse período também ocorrem as reproduções dos animais, em face do aquecimento das temperaturas. Borboletas enfeitam a estação, com suas cores brilhantes e reluzentes, enquanto pássaros e cigarras trazem a graça de seus cantos. Abelhas voam de flor em flor à procura de néctar, para a produção de mel.

Durante a estação, também acontecem mudanças na umidade do ar, que na estação anterior se apresentava muito seca – o inverno. As chuvas tornam-se constantes, passando a cair nos finais das tardes, em consequencia ao calor e à própria umidade que aos poucos é elevada.

O Brasil é um país que contém uma das maiores diversidades das espécies vegetais e animais do planeta. Dentre as flores mais comuns da primavera, podemos encontrar rosas, margaridas, jasmins, hortênsias, hibiscos, gerânios, violetas, narcisos, orquídeas, dentre tantas outras.

O termo primavera originou-se do latim, através da junção das palavras primo e vere que significam “no começo do verão”.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

tour_dpedroNo dia 7 de setembro de 1822, Dom Pedro I decidiu dar fim à exploração colonial lusitana proclamando a independência brasileira. No entanto, para que possamos compreender como esse país continental conseguiu romper seus laços com a metrópole ibérica temos que falar dos antecedentes a essa memorável data. Portanto, se quisermos compreender a independência, é preciso retroceder ao ano de 1808, ano da chegada da família real portuguesa ao Brasil.


Naquele ano, toda Coroa Portuguesa bateu-se em retirada de sua terra natal por causa das invasões militares de Napoleão Bonaparte. Para que isso fosse possível, o rei português Dom João VI foi obrigado a firmar um acordo com a Inglaterra para que os súditos lusitanos pudessem escapar ilesos à ameaça do intempestivo exército francês. Nesse acordo, Dom João prometeu abrir os portos brasileiros a todas as nações do mundo e, principalmente, para os cobiçados produtos britânicos.

A medida, que inaugurou a administração joanina no país, agradou os grandes proprietários de terra e comerciantes da colônia. Com o fim do pacto colonial as elites brasileiras poderiam avolumar suas transações comerciais e ampliar significativamente seus lucros. De fato, essa primeira medida já colocava o Brasil enquanto nação economicamente autônoma. Do ponto de vista político, a condição de colônia foi abandonada quando o Brasil ascendeu à condição de Reino Unido de Portugal.

Enquanto os novos súditos brasileiros eram agraciados com tantas medidas, a população de Portugal se via submissa à intervenção política e militar das forças militares britânicas. O distanciamento do rei com seus compatriotas fomentou a eclosão de um movimento liberal que exigia profundas reformas políticas no território português. Dessa forma, em 20 de agosto de 1820, a Revolução Liberal do Porto promoveu a tomada do poder lusitano por parte dos grupos políticos liberais do país.

Ansiosos por transformações, os revolucionários formaram uma assembléia geral que levou o nome de Cortes. Entre os integrantes dessas Cortes corria um projeto de instalação de uma monarquia parlamentar inspirada no regime político inglês. Além disso, os portugueses exigiam que os benefícios concedidos ao Brasil fossem extintos, com a imediata restauração das normas do antigo pacto colonial. Paralelamente, reivindicavam a volta de Dom João para que tais reformas fossem legitimadas.

Temendo perder seu título nobiliárquico, Dom João retornou para Portugal deixando seu filho, Dom Pedro I, como príncipe regente do território brasileiro. A essa altura dos acontecimentos as elites locais percebiam como o processo revolucionário português ameaçava os benefícios conquistados. Com isso, vários proprietários de terra e comerciantes passaram a expressar amplo apoio à deflagração da independência brasileira.

Na visão das elites, o processo de independência não deveria contar com a participação popular e, muito menos, instalar um regime republicano no país. Dessa forma, apoiaram um projeto de independência conservador liderado sob a instalação de uma monarquia dirigida por Dom Pedro I. Em resposta a tal movimentação política, o príncipe regente deu maior autonomia às autoridades militares nacionais e exigiu que todas as medidas vindas de Portugal passassem por sua aprovação prévia.

Nessa mesma época Dom Pedro começou a se aproximar de figuras políticas favoráveis ao projeto de independência. Tais ações desagradaram imensamente o governo lusitano, pois isso em nada favorecia o projeto de recolonização do território brasileiro. Com isso, as Cortes passaram a exigir o retorno imediato de Dom Pedro I para Portugal. No entanto, prestigiado politicamente pelas elites, preferiu permanecer no Brasil de forma definitiva. Em uma última tentativa, os portugueses ameaçaram enviar tropas caso Dom Pedro não acatasse sua convocação.

Não vendo outra solução para esse impasse, Dom Pedro I realizou a proclamação da independência do Brasil durante uma viagem de volta à cidade do Rio de Janeiro, às margens do rio Ipiranga. Depois de alguns conflitos com as tropas lusitanas e o apoio britânico, os mais de três séculos de dominação portuguesa chegaram ao fim com a instalação do regime monárquico.